Um homem de 48 anos foi preso pela Guarda Civil Municipa de Paulínia (SP), no fim da manhã desta quarta-feira (9), após matar uma cachorra a pauladas no bairro Vida Nova. Ele foi denunciado pela sobrinha.Segundo a Polícia Civil, ele foi abordado por guardas civis municipais quando bebia em um bar, após colocar o animal dentro de uma sacola e tentar escondê-lo em área de mata próxima à casa da família.
A jovem, contou que o tio agrediu o animal e ela pediu pela interrupção. Mas, em seguida, ele desferiu um novo golpe e a cachorra, que estava há três anos com a família, não resistiu aos ferimentos. O homem morava na mesma casa, com a adolescente, a mãe dela e padrasto da jovem.
No bar, aos guardas civis municipais, ele alegou que matou o animal porque ele estava doente. A família do agressor, contudo, relatou que o animal estava sob a supervisão de um veterinário e em tratamento contra cinomose. Até então, informaram, não havia sinalização para a possibilidade de eutanásia. “No local, durante a abordagem e com toda naturalidade, ele falou que havia desferido as pauladas porque a cachorra estava doente”, explicou o guarda Caique Oliveira.
O delegado Ricardo Zinn de Carvalho confirmou que o animal estava na metade do tratamento e teria, inclusive, apresentado melhora no quadro de saúde. O homem foi indiciado por maus tratos a animais e foi levado para a cadeia anexa ao 2º Distrito Policial de Campinas (SP), onde ficará à disposição da Justiça até passar por uma audiência de custódia. “Não era caso de sacrificar, muito menos do jeito que foi feito pelo autor”, ressaltou o delegado.
Ainda de acordo com a polícia, o suspeito pode ser condenado à pena de sete anos de reclusão, caso seja denunciado pelo Ministério Público pelo fato de ter provocado a morte de um animal doméstico.
Fonte e imagem: Repórter Beto Ribeiro/GCM Paulínia


